quinta-feira, 11 de julho de 2013
Mais de 600 expectadores em primeira temporada pelo interior
Mais de 600 crianças de quatro cidades de Mato Grosso participaram da primeira temporada do projeto Caravana Pixaim nos últimos dias. Somadas às já atendidas pelo projeto em Cuiabá e Várzea Grande, a ação já atingiu quase mil crianças, além de professores e funcionários de escolas estaduais. Nos últimos dias, a ação passou por Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Poconé e Jangada.
A Caravana Pixaim distribuirá três mil exemplares do livro “Cabelo Ruim”, da jornalista Neusa Baptista a escolas de 22 cidades e leva uma peça teatral homônima baseada no livro para discutir as relações raciais dentro da escola.
Desde a última sexta-feira (5), o projeto tem percorrido as escolas levando oficinas de leitura e escrita, esta última ministrada pela autora do citado livro, Neusa Baptista; oficinas de Tranças Afro, com a Lidia Rosa Dju de Guinea-Bissau. À frente do projeto está o produtor Paulo Traven, da CUFA-MT.
Em Santo Antônio de Leverger, onde a Caravana esteve na escola Leonidas de Matos (600 alunos), a coordenadora do programa Mais Educação, Gretchen Pinheiro, ressaltou que a população local é mestiça e que, portanto, tem levado a discussão sobre a diversidade à sala de aula por meio do diálogo. “Trabalhamos temas como direito, cidadania, valores, na medida do possível”, disse ela.
O estudante Kilmair Ygor Galdino, 10 anos, ressalta a presença do preconceito na escola por meio de piadinhas, brincadeiras, mas reprova a atitude. “Tem meninas que tem o cabelo enrolado e são chamadas de bombril. Isso é horrível, pois se fosse a gente, não íamos gostar”. A opinião é compartilhada pela maioria dos alunos participantes das atividades, porém a maioria identifica situações de discriminação racial na escola e na sociedade. “Cada um tem seu nome, ninguém gosta de apelidos”, disse a estudante Clara da Silva, 14 anos.
A professora Elaine Cristina da Silva aponta que a discriminação está geralmente relacionada à aparência. “Qualquer coisa fora do estereótipo é alvo de piadas e apelidos”.
A mesma opinião é expressa pela coordenadora da escola José de Barros Maciel, em Nossa Senhora do Livramento, Mariluce Fátima da Silva. “Não podemos negar que o preconceito racial existe. Aqui mesmo na escola, em dia de festa junina, ninguém quer dançar com as meninas mais ‘moreninhas’”. O estudante Geovane Carvalho da Silva, 11 anos, confirma que os xingamentos dos colegas são constantes. “Tem colega da sala que é chamada de cabelo Bombril. Tem reunião de pais, mas ninguém participa”.
A professora Azélia Martins Melo lembrou que, na edição anterior da Caravana, em 2010, era assessora pedagógica e trouxe à escola os remanescentes de quilombolas da comunidade de Mata Cavalo. “Foi muito proveitoso, pois meninas de lá que fizeram a oficina de tranças depois voltaram aqui para dar mais uma oficina”.
Em Poconé, onde a Caravana passou pela escola Bacharel Ribeiro de Arruda, a professora de História Marilda Domingas informa não haver projeto específico sobre o tema na escola, mas que isso é abordado de forma contínua. “Conversamos muito com os alunos, mas sentimos sua resistência a discutir esse tema”. O diretor Wanderson Sebastião Barbosa (Ximbo) confirma que 70% das crianças são negras, descendentes dos negros escravizados no passado. “Até quarenta anos atrás havia locais interditados aos negros na cidade. Mas isso mudou muito. Na última eleição, tivemos duas vereadoras negras”.
A articuladora educacional da escola Prof. Arlindo de Souza Bruno, em Jangada, Eucila Jesus de Arruda, comenta que as atividades voltadas ao tema se concentram em novembro, mês da Consciência Negra. “É preciso mudar, e é mais fácil mudar as crianças. Este trabalho de conscientização é muito importante”.
A professora de Educação Infantil Vilma Vera Mendes, fala da falta de materiais didáticos e das dificuldades de trabalhar o tema. “A gente lê muito para eles sobre isso. O último livro foi ‘Menina Bonita de Laço de Fita’ e foi muito bom. Aqui não temos projetos, mas já trabalhamos isso em projetos em outras escolas”.
Devido às férias escolares, as ações do projeto voltam em agosto.
Mais fotos do Projeto -> http://www.flickr.com/photos/cufamt/sets/72157633606866607/
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Projeto Caravana Pixaim, volta a estrada!
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Projeto Pixaim,CUFA-MT,recebe certificação de Tecnologia Social da Fundação Banco do Brasil
Projeto Pixaim é uma Tecnologia Social!

O que é Tecnologia Social?
Compreende produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representem efetivas soluções de transformação social.
É um conceito que remete para uma proposta inovadora de desenvolvimento, considerando a participação coletiva no processo de organização, desenvolvimento e implementação. Está baseado na disseminação de soluções para problemas voltados a demandas de alimentação, educação, energia, habitação, renda, recursos hídricos, saúde, meio ambiente, dentre outras.
Fonte: http://www.fbb.org.br/
Carta da Fundação Banco do Brasil

O Projeto Pixaim nasceu em 2009 com oficinas de trança afro,leitura e teatro,que foram desenvolvidas no bairro Alvorada,Cuiabá/MT. A força do Projeto é tão grande que podemos afirmar que ele é vivo,possui força própria,sempre pautando suas ações no campo da geração de emprego e renda,tendo um recorte bem definido,a Mulher.

Desdobramentos
Diante do grande potencial do Projeto Pixaim ele gerou outras ações,que podemos chamar de desdobramentos Pixaim. Em 2010 ele se tornou um Ponto de Cultura,reforçando ainda mais suas oficinas de trança,leitura e desta vez, a oficina de confecção de boneca de pano negra.
As ações foram e são desenvolvidas no Centro Esportivo e Cultural CUFA (CECC),no bairro São João Del Rei,Cuiabá/MT.
O segundo desdobramento foi a Caravana Pixaim,que circulou mais de 30 cidades no estado de Mato Grosso,desenvolvendo ações de trança afro,leitura, e apresentação da peça teatral “Cabelo Ruim?”,baseada no livro com o mesmo nome, da escritora e jornalista Neusa Baptista, livro este que foi doado as escolas visitadas,contabilizando 5.000 exemplares. A Caravana Pixaim foi patrocinada pela Lei Rouanet, e contou com recursos do Grupo André Maggi.
Neste mesmo ano o Projeto Pixaim abriu mais dois campos de atuação: Educação e Beleza. Desenvolveu ações com o Pixaim nas Escolas,levando temáticas fundamentadas na lei 10.639/03,entregou para mais de 1000 alunos o Kit Pedagógico Pixaim (Três bonecas de pano negra,camiseta,livro “Cabelo Ruim” e uma bolsa).
No campo da beleza,participou do Probeleza Cuiabá 2010,2011,um dos maiores eventos do segmento do Brasil, e da III Semana da Beleza do Sesc (2011),Cuiabá/MT,tendo como objetivo apresentar outras possibilidade para arrumação do cabelo crespo,mais direcionado para o público feminino,por meio de oficinas elaboradas pela coordenação do Projeto Pixaim.
Foi a proposta diversificada e transversal do Projeto Pixaim ,que fez dele uma Tecnologia Social.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
A beleza na Raíz

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
O homem está cuidando mais de sua aparência



quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Na superação do Racismo









quarta-feira, 26 de maio de 2010
Cerca de 300 crianças participam do primeiro dia da Caravana Pixaim
Por Fernanda Quevedo

Alunos da escola estadual Alice Fontes
A Caravana do Projeto Pixaim já começou, e com muita emoção. A primeira escola a ser visitada pelo projeto foi a Alice Pinheiro Fontes, localizada no bairro Parque Cuiabá. A ação é capitaneada pelo Núcleo Maria Maria da CUFA-MT (Central Única das Favelas de Mato Grosso) e patrocinada pelo Grupo André Maggi, via Lei Rouanet. Cerca de trezentas crianças assistiram ao espetáculo “Cabelo Ruim”, encenado pelo Grupo de Teatro Tibanaré, que foi imensamente aplaudido pelas crianças. A Personagem Ritinha foi a que mais chamou a atenção.
Elas também assistiram aos vídeos do Projeto, e à demonstração de trança afro feita pela professora Delânia Neris, que ministra oficinas de tranças no Ponto de Cultura Pixaim. Mas não foi só assistindo que as crianças participaram. As alunas do 5º ano fizeram a apresentação de dança “Africas”, e as alunas do 6º e 7º apresentaram o espetáculo de dança “Axé”.

A atriz Hendy Assunção do Grupo Tibanaré no corpo da personagem Bia
As apresentações finalizam o trabalho “Africanidade” iniciado em sala de aula, segundo a professora de História Marluce de Andrade Silva. “A idéia é colocar a cultura afro em evidência, assim como o Projeto Pixaim. Ficamos muito felizes, pois trabalhos desta natureza são muito importantes. Acredito que 90% da população brasileira é negra”, comenta a orgulhosa professora.
Já a coordenadora Dalva Amaral Evangelista se sente orgulhosa pela Escola Alice Fontes ser a primeira a receber a caravana. “É uma grande oportunidade receber o Pixaim aqui”, ressalta. A coordenadora diz que a escola já realiza o trabalho “Africanidade” mas trabalhar pelo viés do cabelo é um conhecimento a mais.
Alunas disseram que aprenderam que os cabelos não são "ruins"
O livro “Cabelo Ruim?” foi distribuído para escola e segundo a coordenadora permitirá que o conhecimento dos alunos sejam aumentado, já que os livros ficarão à disposição na biblioteca da escola. A distribuição dos livros vai ao encontro da aplicação da lei 10.639/03, a qual inclui de maneira obrigatória o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas públicas de todo o País.
Quando questionada sobre a peça, e o conhecimento adquirido com ela, a aluna da 6ª série Bruna Rafaela, de 12 anos, responde sorridente e brincalhona, mostrando o cabelo da amiga Mayle Tereza, de 13 anos: “Que seu cabelo não é ruim!!!!”. Ela também diz que seria muito bom que o projeto passasse pela escola da sua irmã mais nova, pois “lá os meninos só brincam de falar que o nosso cabelo é feio, ruim e Bombril”.
Calendário desta semana:
André Luis da Silva Reis, na Miguel Sutil (06/05);
Pascoal Moreira Cabral, no Jardim Universitário (07/05);
Ernesto Camilo Barreto, no Jardim Paulista (08/05).
+Acompanhe a Caravana em tempo real pelo Twitter do Projeto Pixaim
Mais fotos:


domingo, 24 de janeiro de 2010
Ponto de Cultura Pixaim é apresentado às lideranças de bairro
O recém-inaugurado Centro Esportivo Cultural CUFA abriu suas portas na última sexta-feira para presidentes de associação de moradores dos bairros próximos ao centro. A intenção é debater junto a comunidade as metodologias a serem utilizadas em dois dos projetos que estão sendo desenvolvidos no espaço: o Ponto de Cultura Pixaim, e o jornal comunitário Dialéto, capitaneados respectivamente pelo Núcleo Maria Maria e pelo Favela Comunicação (Núcleo de Comunicação CUFA-MT).
A reunião contou com a presença de Marcos Vidal, Presidente do Bairro Manduri, Joana Oliveira, moradora do mesmo bairro; Nabor Oliveira, presidente do bairro Liberdade, e a sua esposa Dolores Oliveira; Francisco Lino, presidente do bairro Novo Milênio, Antônio Rodrigues do Coxipó Mirim, e “Negão”, do Bairro São João Del Rey; Joana Sene e Gabriel Amorin, moradores do Bairro Jardim Fortaleza. Joana trabalhará no Projeto Pixaim como instrutora do curso de artesanato.
Dentre as questões discutidas, estava a distância entre o bairro e outro, o que pode refletir diretamente nas oficinas do Ponto de Cultura Pixaim, haja vista que as oficinas serão realizadas no período vespertino e aos finais de semana. Os presidentes destacaram que a dificuldade não será um empecilho, já que a proposta do projeto é de relevância para a comunidade.
Outro ponto debatido com a comunidade foi o jornal comunitário Dialeto, iniciado no Bairro Alvorada. A idéia é que o jornal seja um veículo de comunicação do bairro onde a CUFA esta instalada. Porém o Centro Esportivo tem a missão de oferecer atividades esportivas e culturais aos bairros próximos ao centro, que ao todo somam 10 (bairros).
Assim, os presidentes de bairro, decidiram junto a CUFA, que cada bairro, será o foco de cada uma das edições do jornal, que será mensal, atendendo assim cada um deles. A ordem dos bairros será estabelecida por sorteio.
Todos os presidentes de bairros presentes declaram apoio à CUFA em especial, no que diz respeito a mobilização de moradores para as atividades a serem desenvolvidas no Centro. Uma próxima reunião foi marcada para o dia 27, desta vez para ouvir as mulheres que serão usuárias do Ponto de Cultura Pixaim.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Grupo André Maggi destaca relevância do Projeto Pixaim
Pixaim no Festival Consciência Hip Hop 2009. Foto: Paulo Kid
Pedro Jacyr Bongiolo, Presidente do Grupo André Maggi, um dos maiores do setor de agronegócios do país, e patrocinador de uma das ações do Projeto Pixaim, destaca em entrevista a relevância social do projeto. Pixaim é uma ação do Maria Maria, núcleo de mulheres da CUFA (Central Única das Favelas).
Jacyr Bongiolo, Presidente do Grupo André Maggi
O grupo é financiador de uma ação que levará as atividades do projeto a 30 municípios do interior mato-grossense. As atividades compreendem lançamento e doação da 2ª edição do livro “Cabelo Ruim? A História de três meninas aprendendo a se aceitar", de Neusa Baptista, coordenadora do Maria Maria em MT, bem como atividades de leitura, demonstrações de trança afro, e apresentação de peça teatral baseada no livro.
Confira a entrevista na íntegra:
Favela Comunicação: Por que o Grupo André Maggi decidiu apoiar este projeto?
Jacyr Bongiolo:O apoio a projetos socioculturais é uma constante no Grupo André Maggi, que direciona esses apoios, em sua maioria, por meio da Fundação André Maggi. Buscamos apoiar projetos que contribuam com o desenvolvimento local das regiões onde o Grupo atua. E o Projeto Pixam é um projeto consolidado, cujos benefícios socioculturais são inúmeros e já vêm sendo percebidos pelos participantes, principalmente no que se refere à busca pela eqüidade de gênero e raça e a promoção da educação.
FC:O que o Grupo espera com este apoio?
JB:Esperamos que a proposta do projeto seja difundida para o maior número possível de pessoas e regiões. O Grupo André Maggi conta hoje com a Fundação André Maggi, que contribui para o desenvolvimento de ações em âmbito social e cultural, mas nem assim conseguimos atender a todas as comunidades em que estamos inseridos. Com esta parceria, além de auxiliarmos um projeto de extrema importância e que vai beneficiar um número ainda maior de pessoas, cumprimos nossos compromissos frente às comunidades que tão bem nos recebem.
FC:Quais os benefícios de se apoiar um projeto social e cultural?
JB:Projetos socioculturais geram inúmeros resultados tanto para a empresa como para as comunidades beneficiadas. São ações que aproximam empresa e comunidade, que passam a se conhecer de maneira mais aprofundada. Além disso, demonstram nossa posição frente à Responsabilidade Social e criam oportunidades para funcionários praticarem a cidadania. Mas o principal beneficiado é mesmo aquele a quem o projeto se destina. No caso do Pixaim, estamos fomentando o desenvolvimento e formando agentes de transformação, que vão divulgar a importância da luta contra o preconceito e a da valorização da educação.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Trançando idéias no Festival!!
Valeu demais a participação do Projeto Pixaim durante a realização do 5º Festival Consciência Hip Hop, no bairro São João Del Rey. O mais interessante é que muita gente saiu de lá sabendo os rudimentos da trança nagô, coisa que se demora meses para aprender. Isso mostra que há demanda e que o dom de ensinar está aos poucos sendo desenvolvido pelas pessoas formadas pelo Projeto Pixaim.Ao todo, devemos ter atingido cerca de 50 mulheres e 60 crianças (e até adultos) que fizeram as atividades de pintura, desenho e ouviram um pouco da história do livro "Cabelo Ruim?". O stand estava na maioria das vezes animado, cheio de gente conversando, perguntando, trançando, espiando, aprendendo.
Muita gente que foi para espiar acabou saindo trançando ou trançada. Entre elas a dona de casa Cléia Bezerra da Silva, de 30 anos, que trabalha com nutrição escolar. “Vim ver como era o evento, quero aprender para trançar o cabelo da minha filha”, disse ela. “A oficina é muito legal, vou vir sempre ao Centro Cultural para fazer alguma coisa”, comentou o estudante Hugo Vinícius da Silva, de 14 anos, que participou da atividade de pintura.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Histórias do Pixaim serão parte de documentário
Texto por Fernanda Quevedo
Fotos por Neusa Baptista

